Capítulo Nove - Continuação parte Final
Carla piscou e seus olhos vampiros apareceram. Laranjas ao brilho da noite. Jhulie estava apavorada. Carla ficou atrás da porta, com a sua espada. Uma espada de
aço escrito Half-Blood (meio-sangue).Mel ficou de frente para Jhulie e mostrou os dentes e os olhos azuis vampiros. Jhulie se encolheu na cama e quando sentiu Mel se aproximando,começou a berrar.
- Carla, me dá o sonífero! – pediu Mel pacientemente.De seu bolso, Carla tirou um vidrinho contendo um liquido transparente.
- Só vai lhe fazer dormir por minutinhos – disse Mel docemente. Carla abriu a boca da amiga e Mel pingou as gotas. Foi instantâneo. No momento em que Jhulie engoliu, dormiu.
- Odeio quando berram – disse Mel observando Jhulie suspirar profundamente – bem, eu tenho um serviço a cumprir. - Aproximou-sedo pescoço de Jhulie, o entortou e cravou seus dentes. Fazia tempo que Mel não sentia o gosto direto da fonte. O sangue escorria pela sua garganta, como a melodia de um musico.Quando parou, Mel tinha a boca vermelha e uma feição satisfeita.
- De mais uma dose forte do remédio, ela vai ter que dormir até chegarmos em casa – disse Mel a Carla.Enquanto Carla dopava a amiga, Mel limpava a boca com o sangue, colocava o casaco novamente, e limpava os vestígios da casa.Por fim, entraram no carro, colocando Jhulie no banco do meio, dormindo encostada em Carla.
- Para casa – disse Mel a Micael – estou com pressentimento ruim. Vá o mais rápido possível. - Micael nunca dirigira tão rápido. E não era só Mel que tinha esse
pressentimento, Lua e Sophia sentiam algo ruim também. Carla parecia não ouvir o que falavam, estava pensativa enquanto Jhulie dormia em seu ombro.Quando chegaram a mansão, logo viram que não estava normal. A porta estava escancarada e várias folhas e flores espalhadas pelo chão.
- Carla, fica aqui com a Jhulie, você tem menos treinamento e não sabemos o que é! – disse Lua.Fora Carla e Jhulie, os outros saíram do carro com armas a mão.
Micael sua pistola de bala de prata, Lua sua espada recém chegada, espada de metal, bronze, cobre e aço: Pure Blood (Sangue-puro). Sophia com sua capa prateada e uma espada Draco (Dragão) de metal e aço. E Mel com sua clássica Blood.Protegidos e em ataque, entraram na casa. Silencio definiria bem a situação da casa. Mas haviam folhas de árvores espalhadas, alguns móveis quebrados e um quadro do tatatatataravô de Lua caído no chão.
- MÃEEEEEEEEE! PAIEEEEEEEEEEEEEEEEE! – berrou Lua.
- MÃEEEEEEEEEE! PAIEEEEEEEEEEE! – ajudou Mel gritando. Sim, Júniper e Andrew eram como seus pais.Júniper apareceu com uma expressão cansada no hall de entrada. Seu vestido antigamente bem passado e ajeitado, agora rasgado e sujo. Exibia arranhões pelos braços e pernas.
- Mãe, o que aconteceu? – Lua perguntou preocupada.
- Tudo Lua. Cadê a Carla e a Jhulie?
- No carro. Eu vou chamá-las – disse Sophia saindo.
- E o pai? – Mel perguntou.
- No quarto, deitado. Preparei um chá, mas ele recusou. Primeiro vamos nos acalmar, e ai eu conto o que aconteceu. Só posso adiantar que temos sérios problemas.
Júniper subiu as escadas novamente enquanto Carla e Sophia deitavam Jhulie no sofá.
- Tem algo ruim acontecendo – disse Micael tenso.
- Muito ruim – disse Lua.
- Espero que não seja assim, sabem que se ouver uma guerra, só terá gente suja do nosso lado, porque somos o clã que comanda – disse Mel tensa.
- Que não aconteça uma guerra – Sophia quase implorou.O problema, era que a guerra já acontecia.
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